quinta-feira, 7 de março de 2013

CPI do Trabalho escravo vai à Bolívia

A CPI do Trabalho Escravo da Câmara Federal embarcou, esta manhã, para Bolívia para uma ação de investigação em campo. A missão investiga o caso de bolivianos contratados por cadeia da indústria têxtil no Brasil, especificamente, a cadeia produtiva para lojas de departamento em grandes centros, como São Paulo.
A Comissão atendeu à denúncia de trabalho análogo ao escravo, e o presidente da CPI, deputado Puty afirma: "na região Sudeste, participamos de uma uma blitz, e esses cidadãos bolivianos trabalhavam em jornadas abusivas em pequenas oficinas em condições precárias, onde também residiam. Em alguns casos a peça produzida custava R$ 0,30 e o valor  de cada peça que as lojas repassam ao consumidor era de R$99,00 reais. É um absurdo", diz o deputado.
A Comissão tem por objetivo apurar as condições de locais emissores dessa mão-de-obra na Bolívia, e estudar alternativas conjuntas de políticas, que amparem essa mão-de-obra estrangeira em condições lícitas de trabalho.

Audiência em Belém

Na volta, a CPI vai realizar ainda em março uma audiência pública em Belém. A CPI já realizou audiências no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. Em médio prazo, a CPI deverá concluir os trabalhos e entregar um relatório à Secretaria Nacional de Direitos Humanos, destacando dados e sugestões a serem apontadas nos âmbitos da legislação, da fiscalização e das políticas de assistência a grupos vulneráveis ao trabalho análogo ao escravo. 
É sabido que as estatísticas apontam mais de 30 mil trabalhadores em condições de escravos no país,  a maior incidência é entre negros e  também mulheres, e grande parte dessa mão-de-obra está localizada no Pará. O Estado voltou a ser líder do ranking de exploração desse tipo de mão-de-obra.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

O QUE ACHOU DO BLOG