quinta-feira, 1 de março de 2012

Caso Celpa : Agora a empresa quer que o consumidor pague a conta

Sobre a crise da Celpa, empresa de energia elétrica, que pede concordata na justiça, quero deixar claro que não e de bom tom  o discurso quanto melhor pior.

Muito pelo contrário, gostaria que a empresa de energia estive funcionando a pleno vapor, levando energia de qualidade e baixas tarifas para o consumidor, principalmente o agricultor familiar, entre outros, que dependem desta energia para ter desenvolvimento e bem estar.

Gostaria que as autoridades, seja ela estadual ou federal,  participe do debate e para a solução deste problema.

Agora, a Celpa vir a público dizer que para sair da crise é necessário aumentar a tarifa de energia elétrica é querer que o consumidor pague a conta do que começou errado lá atrás, quando os tucanos privatizaram a Centrais Elétricas do Pará (Celpa).


Quero refrescar a memória do povo paraense : lembram do apagão, na década de 1990 ?

Pois é, o presidente do Brasil era o FHC.

Nosso governo, do PT, mudou a lógica das concessões para o setor de energia elétrica, com relação ás licitações, que privilegiam quem oferece os serviços mais baratos ao consumidor.

Além disso, para o Brasil crescer é preciso de energia. No Pará, o governo federal investe na construção de usinas hidrelétricas, como a de Belo Monte, no rio Xingu, em Altamira.

Por isso, me posiciono, como e cidadão, contra o aumento da tarifa de energia elétrica. Não é justo que o povo pague a conta dos erros tucanos.

Pará registra maior número de ocorrências por tráfico de drogas em janeiro

Sair nas ruas, para uns, é motivo de insegurança. Em compensação, para outros, ficar em casa também não é totalmente protegido. O estudo realizado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos) e divulgado pela Segup (Secretaria de Segurança Pública do Pará), na tarde desta quarta-feira (29), aponta que o maior problema criminal no Pará é o tráfico de drogas.
De acordo com o secretário de segurança, Luiz Fernandes Rocha, o número de ocorrências em relação às drogas aumentou em janeiro de 2012. 'Em relação ao ano passado, nós apreendemos uma quantidade maior de drogas. Isto quer dizer que com a redução do tráfico, diminuíram alguns crimes, como roubo, roubo seguido de morte e homicídio', explica.
O supervisor técnico do Dieese, Roberto Sena, afirma que o número de prisões feitas envolvendo entorpecentes aumentou em relação ao mesmo período do ano passado. 'As prisões feitas na região metropolitana de Belém por tráfico de drogas subiram mais de 46% no primeiro mês deste ano. Também tivemos aumento de mais de 66% nas ocorrências registradas por latrocínio e queda nos registros de roubo', ressalta. Em todo o Estado, o número de registros por tráfico de drogas aumentou 41% em relação a janeiro do ano passado, revela o estudo. 

Mobilização Popular - Representação contra a Rede Celpa‏






Caros,
deputada Bernadeth  Ten Caten está fazendo grande Mobilização Popular para entregar  de Representação ao  Ministério Publico Federal, relacionada à nossa Energia Elétrica: fartas provas que denunciam a má qualidade da energia e do serviço; o preço que é exorbitante e impagável para muitas famílias, principalmente em se considerar que exportamos energia e estados compradores a fornecem mais em conta que nós pagamos; a cobrança indevida de iluminação pública e o atraso na implementação do Programa “Luz para Todos”.
O Movimento está em fase de coleta de provas. Caso você esteja se sentindo prejudicado com cobranças indevidas ou abusivas, tire fotocópia do(s) seu(s) talão(es) e traga até meus gabinetes* para ser(em) anexado(s) na Representação.
A Representação será entregue no próximo dia 12 de Março, às 10hs no Ministério Público Federal, na cidade de Belém. Todos os municípios estão convidados! Você está convidado! Não basta a queixa com amigos que não resolve. É preciso exigir medidas que nos garantam qualidade da energia, preço justo e um bom serviço. Não podemos aceitar que as grandes empresas do Estado, que alcançam lucros milionários e até bilionários sejam isentas do pagamento de energia, enquanto que assalariados e a sociedade como um todo tenha que comprometer, em vários casos até 50% da renda familiar só com a energia elétrica... Seja cidadão, seja cidadã! Participe!


* Gabinete Belém
Palácio da Cabanagem
Rua do Aveiro, 130 gab 4P3
Cidade Velha
Belém-PA
telefones: (91) 3212-0915 / 3346-4339

Gabinete Marabá
Folha 27, Quadra 14, Lote 22
Sala 4
Nova Marabá
Marabá-PA
telefone: (94) 3222-1424
Artigo
Graças ao novo piso salarial para o magistério no valor de R$ 1.451 definido por Lei específica pelo Ministério da Educação (MEC), aparentemente os professores viverão melhores dias a partir de hoje, isso se as prefeituras e respectivas secretarias municipais da educação não procurarem meios e palavras para tirar-lhe o mérito.
O meu temor é em decorrência das atitudes que centenas de prefeitos do país tomam quando se trata de pagar melhor ao seu professorado. Na hora de aumentar o valor real do salário da classe, os órgãos municipais sempre saem com evasivas afirmando que já estão pagando aquela determinação, dentro dos “mecanismos” que especificam dentro dos contracheques da classe. Como o professorado é realmente sofrido e poderá ser perseguido, se cala e vai deixando ficar como eles querem.
Governadores e prefeitos , simplesmente e na maior cara de pau, afirmam publicamente que as dificuldades administrativas são enormes e de tal significação aumentar o salário da classe vai desfalcar os cofres públicos e prejudicar a realização de obras. Mesmo sob essas afirmativas, ninguém renuncia a tanto “sacrifício” e nem diminui os próprios salários ou abdica das regalias a que fazem jus como diárias, hospedagens, combustível, atendimentos médicos e odontológicos de qualidade, etc.
Conforme legislação em vigor, nenhum professor com 40 horas aulas semanais poderá receber menos que o piso de R$ 1.451, porque o reajuste de 22,22% em relação a 2011, foi calculado no crescimento do valor mínimo pago por aluno do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).
Muitos governadores questionaram em 2011, o piso salarial dos professores na Justiça, porém o Supremo Tribunal Federal (STF) não lhes deu crédito e ratificou a validade, porque entendeu que os administradores tentavam “tapar o sol com a peneira” e justificar o injustificável.
O próprio governo federal dizia que não havendo recursos para os pagamentos do piso, bastariam os governantes fazerem a devida comprovação do fato para que recebessem a complementação dos valores por parte da União. Ninguém conseguiu esse feito, certamente, porque eram falácias e nada mais que isso.
De acordo com o site da Revista Época, datado de 27 deste, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) trabalha com a hipótese de paralisação nacional da classe nos dias 14, 15 e 16 do próximo mês de março, cobrando o cumprimento da Lei do Piso. Fonte: Revista Época
Professor universitário

Justiça manda clube de SP aceitar parceiro gay como dependente

Caso Gay
São Paulo (SP) - A Justiça determinou, em primeira instância, que o centenário Club Athletico Paulistano, frequentado pela elite da cidade, inclua o cirurgião plástico Mario Warde Filho, 40, como dependente de seu parceiro, o médico infectologista Ricardo Tapajós, 46, sócio do clube. A filha de Warde Filho também deverá ser incluída.
A informação é da reportagem de Giba Bergamin Jr. publicada na edição desta terça-feira da Folha. A reportagem completa está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha.
O estatuto do Paulistano entende como união estável apenas a relação entre homem e mulher. Para acolher o novo dependente, a maioria dos 220 conselheiros teria que ser favorável a alterar o estatuto, o que não aconteceu.
Por meio de sua assessoria de imprensa, o clube Paulistano limitou-se ontem a informar que vai recorrer e que, só ao final da ação, cumprirá a decisão da Justiça.

quinta-feira, Março 01, 2012

Raupp chora ao falar no Senado sobre situação de rodovia

Choro
Brasília (DF) - O presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), caiu no choro nesta quinta-feira, 1º, enquanto falava das "péssimas condições" da BR 364. O fato ocorreu durante realização de audiência pública da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado sobre problemas nas vias de escoamento da produção agrícola da região Norte, com a participação do diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Jorge Fraxe.
Raupp disse que não conseguiu se conter ao lembrar dos "muito amigos" que morreram na BR 364, que liga Mato Grosso ao Acre, passando por Rondônia. Ele disse que chorava igualmente pelas famílias que perderam seus entes queridos naquela rodovia. "Há duas semanas morreu um vereador de meu partido, Expedito Macedo; antes morreu um deputado do PT, Eduardo Valverde, e logo depois morreu o prefeito de Alto Alegre dos Parecis", relatou.
O senador lembrou que também morreram na rodovia "famílias inteiras", além de se repetir ali os acidentes com ônibus, um dos quais resultou na morte de 16 pessoas. Raupp informou que a média de falecimentos a cada ano, por causa de acidentes só no trecho de Rondônia, é de 200 pessoas.
O presidente do PMDB disse que há três anos vem cobrando providências do Ministério dos Transportes, a ponto de já ter levado a reivindicação a dez ministros, sem que nenhum deles tenha atendido a seus pedidos. "O DNIT diz que o projeto está sendo adequado. Agora o diretor-geral informa que o projeto está pronto para ser licitado. É uma rodovia aberta por Juscelino (Kubitschek) e asfaltada no governo do presidente José Sarney, mas nunca mais foi restaurada. São 30 anos sem recuperação", lamentou.
Raupp protestou contra a prática do governo de corrigir deficiências das estradas brasileiras, apenas "tapando buracos". "Tapar buraco não adianta, não funciona. Tem de haver a restauração, que é a reconstrução", insistiu. De O Estadão Onlline
OPINIÃO DO BLOG - Quem sabe o choro de Raupp possa sensibilizar a presidenta Dilma e o Governo Federal   a pavimente a BR 364, torcemos pra  quando vier ao pará na caravana doPMDB,ele possa   ser alertado,da situação de calamidade das rodovias que já fizeram muitas familias  chorarem a perda  de seus entes queridos em acidentes fatais provocados pelos buracos e  veradeiras crateras pela falta de conservação por parte dos governos federal e estadual. As lágrimas de tristeza que agora cairam dos olhos do senador podem ser a mesma no futuro, mas, de alegria.ASDRUBAL FAZ APELO POR RECUPERAÇÃO DE RODOVIAS, SEM CHORO, MAIS INGINADO COM DESCASO DO DNIT 
neste final de semana o deputado ASDRUBAL BENTES (PMDB ) conferiu de perto a situaçaõ das rodovias pelas regiões sul e sudeste do Pará. e da tribuna câmara, disse que  a situaçaõ, é uma vergonha a ex-PA 150, hoje BR-155, no trecho entre Marabá e Redenção. É uma buraqueira só! Imaginem que até caminhões atolam naquela estrada, que um dia foi asfaltada e hoje é esburacada.

na oportunidade o parlamentar chamou atenção do DNIT para que realmente assuma essa responsabilidade, porque não podemos,concordar que  uma região tão rica, tão produtora e tão promissora como é o sul do Pará,  viver com estradas completamente esburacadas.

As manchetes desta quinta-feira de alguns dos principais jornais do Brasil



O Globo: Dilma faz Crivella ministro para enfrentar Serra em SP

Folha de São Paulo: Dilma troca ministro para atrair evangélicos

O Estado de São Paulo: Coréia do Norte para seu programa nuclear em troca de comida

Correio Braziliense: Bicheiro, delegados e policiais na cadeia

Valor Econômico: Investimento direto pode ter 'pedágio'

Estado de Minas: Nem um centavo

Jornal do Commercio: Novo servidor deve ter limite na aposentadoria

Zero Hora: Dilma pressiona construtora por obra no Beira-Rio

Brasil Econômico: Aliança entre GM e PSA-Peugeot deve reduzir preço final do carro
Clique aqui e leia os destaques de capa de alguns jornais  do país.

Atenção contribuinte: Começa hoje entrega da declaração do Imposto de Renda

 
Brasília - Os contribuintes poderão enviar hoje (1º), a partir das 8h, a Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2012. Este ano, o programa gerador da declaração foi liberado mais cedo e desde a última sexta-feira (24) está disponível na página da Receita Federal na internet. O contribuinte deve baixar ainda o Receitanet, aplicativo responsável pela transmissão dos dados, disponível no mesmo endereço.

Para facilitar o preenchimento , a Receita atualizou a página especial com o tutorial que simula o desenho de uma linha de metrô, em que cada estação representa uma etapa a ser cumprida até a entrega da declaração. 

Para encontrá-la,o contribuinte deve acessar o endereço www.receita.fazenda.gov.br/irpf2012. A Receita também liberou um manual para o contribuinte e para os seus funcionários com perguntas e respostas sobre o preenchimento da declaração.

Pela Instrução Normativa 1.246, estão obrigados a declarar os contribuintes que receberam rendimentos tributáveis cuja soma foi superior a R$ 23.499,15. Os valores em 2012 foram corrigidos em 4,5%. Também deve declarar quem recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40 mil.

Deve preencher ainda a declaração quem obteve, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou direitos sujeito à incidência do imposto, realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas ou obteve receita bruta com a atividade rural superior a R$ 117.495,75.

Para quem resolver fazer a declaração pelo modelo simplificado, o valor do desconto, que substitui todas as deduções de quem faz pelo modelo completo, está limitado a R$ 13.916,36 ante R$ 13.317,09 do ano passado ou 20% da renda sujeita a imposto.

Houve correção nas deduções por dependente, que passaram de R$ 1.808,28 para R$ 1.889,64. No caso da dedução com instrução, o valor subiu de 2.830,84 para R$ 2.958,23. Não há limites para despesas médicas e as deduções permitidas com a contribuição previdenciária dos empregados domésticos passaram de R$ 810,60 para R$ 866,60.

A multa continua a mesma para quem não declarar no prazo: mínimo de R$ 165,74. A Receita Federal espera receber este ano cerca de 25 milhões de declarações. Em 2011, foram enviados 24,37 milhões.

A declaração terá que ser apresentada entre 1º de março e 30 de abril pela internet ou entregue em disquetes nas agências da Caixa Econômica Federal ou do Banco do Brasil no horário de funcionamento das instituições ao público. Os contribuintes que entregarem no início do prazo, se tiverem direito à restituição, receberão nos primeiros lotes. O dinheiro do primeiro lote regular está previsto para 15 de junho e o último para 17 de dezembro.

O contribuinte deve ficar atento porque a restituição só será incluída no lote se a Receita não identificar inconsistências na declaração. Por isso, é importante fazer um cadastro no Centro Virtual de Atendimento (e-CAC) e verificar se houve algum tipo de problema com a declaração para corrigir o problema.
Agência Brasil

Celpa é a 1ª empresa da Rede a pedir recuperação

Quarta-Feira, 29/02/2012, 18:26:53 - Atualizado em 29/02/2012, 19:10:23
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A Rede Energia é uma das maiores empresas privadas do setor de energia elétrica do Brasil. A empresa atende 578 municípios de sete diferentes estados, entre eles, o Pará. A empresa Centrais Elétricas do Pará (Celpa) foi privatizada e passou a fazer parte da Rede Energia por meio de leilão realizado no dia 9 de julho de 1998, na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. A empresa foi vendida sob argumento de que o serviço iria melhorar e a tarifa baixar. A Celpa é a primeira em 100 anos de história da empresa a pedir a recuperação judicial.
Na época da privatização, o Sindicato dos Urbanitários do Pará contestou a forma como vinha sendo encaminhada a venda da empresa e o perigo de cortes de funcionários após a compra privatização. De acordo com o site UOL, apenas o Grupo Rede estaria interessado em comprar a Celpa e algumas empresas que não estariam interessadas, teriam entrado na disputa. Cinco das oito empresas inscritas para o leilão seriam ligadas ao Grupo Rede e as empresas restantes não operavam no setor energético, segundo afirmou o site.
A Celpa era uma empresa de economia mista controlada pelo Governo do Pará e organizada sob forma de sociedade por ações da capital autorizado e fechado. A empresa foi autorizada a funcionar como empresa de energia elétrica e atuava como concessionária de serviço público na geração, transmissão e distribuição de energia elétrica no Estado do Pará.
O então presidente, Fernando Henrique Cardoso acabou, aos poucos privatizando o patrimônio nacional, nas mãos de particulares e estrangeiros. Segundo o sitio annesillva.xpg.com.br , o Estado teria passado por cima da pesquisa do Instituto Vox Populi (maio/98), na qual tinha constatado que a maioria da população era contra a privatização, principalmente da Celpa.
A privatização da empresa trouxe a dissolução de equipes técnicas de altíssima capacitação e experiência, constituídas ao longo de décadas, assim como a temerária fragilização técnica da empresa.
Em virtudes da série de problemas com a Celpa, atualmente é cogitada a possibilidade de re-estatizar a empresa. A Eletrobras, empresa estatal que escapou das privatizações, pode adquirir o controle acionário da companhia, a Eletrobras tem 34 % do controle acionário e admitiu ontem (28) a possibilidade de compra.
Em nota, a assessoria do Grupo Rede informou que este é um caso isolado. A nota afirma ainda que a Celpa tem cumprido seu papel social fornecendo energia elétrica aos cidadãos e empresas paraenses. "Os investimentos na rede elétrica avançaram expressivamente ao longo desses anos, levando energia elétrica a mais de 1 milhão de novos consumidores. Os índices de qualidade e nível de serviço vêm melhorando substancialmente",. A área de concessão da Celpa abrange 15% do território nacional e 5% da população do país.
Centrais Elétricas do Pará
A Celpa foi criada em 1962 com o objetivo de eletrificar o Estado. Sete anos mais tarde, a empresa se associou à Força e Luz do Pará S.A. - Forluz, originando uma única concessionária de energia. A partir de 1981, a nova concessionária passou a contar com energia do Sistema Interligado Norte-Nordeste. Um ano depois, a Celpa entrava para o Sistema Interligado Brasileiro, com a entrada em operação da Interligação Norte-Sul, em 500 kV.
O Pará concentra em seu território cerca de 34% de toda a extensão da bacia amazônica (mais de um milhão de km²) e seu potencial hidrelétrico é avaliado em mais de 61 mil MW. Esse potencial está distribuído em nove grandes bacias, destacando-se a do Rio Tocantins, onde foi implantada a Usina Hidrelétrica de Tucuruí, inaugurada em 1984..

Celpa pede reajuste de 20% na tarifa


Celpa pede reajuste de 20% na tarifa (Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)
Vai sobrar para o consumidor. Esta foi a conclusão dos parlamentares paraenses que participaram ontem de reunião com os representantes da Celpa. Durante a exposição de motivos que levou a empresa a pedir concordata, o presidente do Conselho Administrativo da Celpa, Jorge Queiróz, deixou claro que, se a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) não conceder o aumento de 20% na tarifa de energia solicitado pela Rede em agosto do ano passado, a Celpa não conseguirá se reerguer da crise financeira na qual mergulhou desde 2001, quando, por conta do racionamento de energia, começou a acumular déficits.
A reunião foi tensa. Jorge não escondeu seu nervosismo durante o tempo em que fez a exposição. Ele iniciou listando os fatores que desencadearam o déficit financeiro. Revelou que o programa Luz para Todos, do Governo Federal, que levou energia a mais de 320 mil consumidores da área rural do Pará, não recebeu o aporte de recursos que deveria ter recebido da holding nacional de energia, a Eletrobrás. Ele destacou que o investimento total na ampliação do fornecimento no interior do Estado foi de R$ 2 bilhões, dos quais a Celpa teve que desembolsar R$ 917 milhões.
“A Eletrobrás fixou um valor muito baixo para a ligação dos consumidores beneficiados pelo Luz para Todos. Se não aceitássemos o valor fixado, deixando de fazer as ligações, seríamos multados pela Aneel”, explicou. Essa foi, segundo ele, a razão pela qual a Celpa teve que investir mais de R$ 900 milhões do próprio bolso.
Jorge destacou que, ao priorizar o Luz para Todos no Pará, a empresa deixou de investir no sistema básico de fornecimento de energia no restante do Estado. Com isso, segundo ele, o sistema sofreu deterioração e a empresa foi obrigada a pagar, somente em 2010, mais de R$ 92 milhões em multa para a Aneel. “Acumuladas as multas de 2009, 2010 e 2011, a Celpa foi obrigada a desembolsar um total de R$ 208 milhões”.
RACIONAMENTO
O racionamento de energia em 2001 foi também um dos fatores que levou a empresa à insolvência, segundo o presidente. Jorge disse que, com a queda do consumo de energia, que veio aumentando a partir da conscientização do consumidor, a Celpa não conseguiu se recuperar financeiramente. Outros fatores que ocasionaram prejuízo, conforme Jorge, foram o Plano Bresser, em 2004, o aumento das perdas com investimentos, entre outros.
Mesmo assim, segundo o presidente, a empresa continuou investindo para melhorar o atendimento à população. Ele destacou que mais de 1,1 milhão de ligações foram feitas pela Celpa no Pará.
“Eu vim aqui pedir apoio à bancada para que pressionem a Aneel, o Ministério de Minas e Energia e a Eletrobrás para que seja dado o reajuste de 20% nas tarifas que se encontram congeladas desde o ano passado”, solicitou o empreendedor, para espanto dos parlamentares. O primeiro a se manifestar foi o senador tucano Flexa Ribeiro, ao lembrar que não é viável repassar os custos para o consumidor. “Isso está fora de cogitação. Não podemos sacrificar ainda mais a população”.
A deputada Elcione Barbalho (PMDB) lembrou, após a reunião, que a população do Pará é mal atendida, ao mesmo tempo em que é no Estado que estão os principais investimentos do Governo Federal em geração de energia hídrica. “Imaginem dizer ao consumidor que, apesar de estarmos exportando energia de nossos rios para os Estados do Sul e do Sudeste do país, teremos que pagar uma energia mais cara. É um absurdo. É hora de nos mobilizarmos para encontrar uma solução que não seja o sacrifício da população”, destacou a deputada, ao se dirigir à presidente da Rede Energia, Carmem Campos Pereira.
CARGA TRIBUTÁRIA
Carmem Campos não economizou palavras ao lembrar que a carga tributária imposta à tarifa de energia está inviabilizando a melhoria do sistema no Pará.
Só 26% da tarifa ficam com empresa
Jorge Queiroz lembrou que, do total arrecadado na tarifa , 26% ficam com a distribuidora. “Repassamos 42% de encargos e 22,7% em tributos”. Ele disse que, segundo tabela da Aneel, no ranking das distribuidoras do país, a Celpa é a segunda menor tarifa.
“Não temos mais a quem recorrer. Já mandei ofício à presidente Dilma (Rousseff) revelando a situação em que se encontra a principal distribuidora de energia do Pará. A Eletrobrás não quer ouvir falar da Celpa. Pedimos à holding que ajudasse a capitalizar a empresa. Não obtivemos resposta. Pedimos empréstimo ao BNDES, que foi cancelado por causa da insolvência. O Ministério de Minas e Energia não se manifesta. A concordata em si não resolve os problemas financeiros da Celpa, apenas adia o déficit financeiro. Se não conseguirmos uma solução, que é o aumento de 20% nas tarifas, não teremos como atender à população do Pará”.
Os deputados sugeriram uma mobilização do bloco junto à presidente Dilma Rousseff, à diretoria da Aneel, ao ministro de Minas e Energia, Edson Lobão e também junto à Eletrobrás.
O deputado Zenaldo Coutinho (PSDB) pretende apresentar proposta ao governo federal para que seja aumentado o subsídio repassado pelo governo às tarifas de energia. A ideia é que, pelo fato do Estado ser o principal gerador de energia do país e por outro lado registrar os menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH), seja recompensado com um repasse maior de subsídio, levando em consideração o IDH.
Os deputados Giovanni Queiroz (PDT) e Zequinha Marinho (PSC) lembraram que a região de Marabá, onde está instalada a usina de Tucuruí, apresenta um dos piores níveis de abastecimento de energia. Eletrobrás e Ministério de Minas e Energia informaram que não vão se manifestar. 
REUNIÃO
Participaram da reunião os coordenadores da bancada, senador Flexa Ribeiro (PSDB) e Beto Faro (PT) e os deputados: Elcione Barbalho (PMDB), Zequinha Marinho (PSC), Josué Bengtson (PTB), Lúcio Vale (PR), Zenaldo Coutinho (PSDB), José Priante (PMDB), Giovanni Queiróz (PDT), Wladimir Costa (PMDB), Dudimar Paxiuba (PSDB) e Miriquinho (PT). Participou também o ex-deputado Paulo Rocha (PT).
O juiz Mairton Marques Carneiro, que responde pela 13ª Vara Cível da Capital, acolheu o pedido de recuperação judicial requerido à Justiça pela Celpa no dia anterior (28). A 13ª Vara Cível é a que detém competência para julgar processos de falências e concordadas. O juiz tomou a decisão, no início da tarde de ontem, depois de analisar toda a documentação apresentada pela empresa. Entre outras deliberações, Mairton estipulou um prazo de 60 dias para que a Celpa apresente em juízo o plano de recuperação.
O magistrado também suspendeu prazos para pagamento de ações de execuções, incluindo as relativas a questões trabalhistas. Abatida por uma grave crise econômico-financeira, a Celpa acumula um passivo tido hoje como praticamente inadministrável, a ponto de ser considerada a distribuidora com pior desempenho entre todas as empresas do Grupo Rede Energia. Segundo o balanço patrimonial fechado em setembro do ano passado, seu endividamento estava na época próximo da casa de R$ 3 bilhões, dos quais R$ 1,4 bilhão eram dívidas de curto prazo.
NOMEAÇÃO
Outra deliberação tomada pelo juiz no mesmo despacho foi a nomeação do engenheiro eletricista Vilmos Grumvald da Silva como administrador judicial da Celpa. Profissional da área, Vilmos acumula grande experiência no setor elétrico. Ele foi o primeiro presidente da Arcon (Agência Estadual de Regulação e Controle dos Serviços Públicos), quando a autarquia foi criada, em 1997. No governo anterior de Simão Jatene, dirigiu a Secretaria Extraordinária de Novos Projetos e ocupou o cargo de secretário especial de Produção.
Atualmente, preside o Conselho de Administração da Cosanpa. Antes de integrar a equipe de governo, Grumvald exerceu cargos de chefia e direção na própria Celpa, entre os quais o de gerente executivo, de 1980 a 1989, e o de diretor de engenharia, de 1992 a 1994. Ainda no setor elétrico, foi coordenador regional de planejamento e engenharia da Eletronorte, em Belém, de 1989 a 1991.
Em seu despacho, ao mesmo tempo em que suspendeu prazos para pagamento de ações de execuções contra a Celpa, Mairton Carneiro obrigou a apresentação, pela empresa, de contas demonstrativas mensais enquanto perdurar a recuperação judicial, sob pena de destituição de seus
administradores.
As contas demonstrativas deverão ser submetidas tanto ao juizado quanto ao administrador judicial. O magistrado determinou também que, ao final de 60 dias, por ele concedido à Celpa para apresentação do seu plano de recuperação, a pena poderá ser substituída pela decretação de falência.
Entre os documentos analisados pelo juiz figuram a relação nominal dos credores, com a correspondente classificação do crédito e o seu valor atualizado, a relação integral dos empregados, em que constem as respectivas funções, salários, indenizações e outras parcelas a que tenham direito, e a relação dos bens particulares dos sócios controladores e dos administradores da Celpa.
FEDERALIZAÇÃO
O Sindicato dos Urbanitários do Pará defendeu, como a melhor solução para a crise da Celpa, a federalização da empresa, cujo controle voltaria a ficar com a Eletrobrás. A proposta, defendida pelo presidente do sindicato, Ronaldo Romeiro Cardoso, já foi levada inclusive à holding federal do setor elétrico, num encontro que se realizou há menos de duas semanas em Brasília. (Diário do Pará)

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