quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Cássio Cunha Lima (PSDB) assume mandato no Senado. Agora, só falta Jáder.

Logo mais, Cássio Cunha Lima (ao lado) toma posse no Senado Federal.
Eleito com mais de 1 milhão de votos pelo PSDB da Paraíba, Cunha Lima teve seu pedido de registro de candidatura indeferido com base na "Lei da Ficha Limpa", mas, com o reconhecimento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de que esta lei não era aplicável às eleições de 2010, recuperou o mandato que vinha sendo exercido por Wilson Santiago (PMDB), que já avisou que recorrerá novamente ao Supremo.
O próximo a assumir seu mandato será João Alberto Capiberibe (PSB-AP). De acordo com Ciro Nogueira, integrante da Mesa Diretora do Senado, quando a Casa for comunicada da decisão do STF, o pedido de posse será avaliado dentro de cinco dias.
Na fila, resta apenas Jáder Barbalho.
O Sobrancelhudo aguarda apenas que o Ministro Joaquim Barbosa devolva os autos do seu processo e o inclua na pauta de julgamentos da Suprema Corte.e  provavel   que o julgamnento  aconteça   hoje

terça-feira, 8 de novembro de 2011

STF deve analisar Lei da Ficha Limpa nesta quarta

O ministro Luiz Fux, relator da ação que trata da validação da Lei da Ficha Limpa em definitivo, disse hoje (8) que o Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar o caso amanhã (9) porque a demanda é urgente. As três ações que tratam do assunto são as primeiras da pauta da sessão plenária desta quarta-feira. “Observamos certa urgência no julgamento da Lei da Ficha Limpa, porquanto ela vai sinalizar como devem ocorrer as eleições de 2012”, declarou Fux, em encontro, em seu gabinete, com representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e de outras entidades que defendem a norma.

A dúvida se os processos da Ficha Limpa serão ou não chamados a julgamento pelo presidente Cezar Peluso surgiu ontem (7), depois que a presidenta Dilma Rousseff indicou Rosa Maria Weber para ocupar a décima primeira vaga da Corte. Quando os processos da Ficha Limpa foram pautados, na semana passada, não havia expectativa de que o nome do novo integrante do STF fosse anunciado no curto prazo. No entanto, a manifestação do Executivo fez com que um grupo de ministros defendesse que a Corte espere a chegada da nova ministra para se posicionar novamente sobre o assunto.

Isso evitaria a possibilidade de um novo empate, já que, no ano passado, os ministros promoveram um debate acalorado que resultou em um empate de 5 votos a 5 pela validade da norma. Uma regra do regimento interno do STF foi usada para embasar uma decisão provisória. O desempate só saiu este ano, com o voto de Luiz Fux, que entendeu que a Lei da Ficha Limpa não poderia valer para as eleições do ano passado.

Fux disse hoje que o fato de a Corte estar apenas com dez ministros não irá atrapalhar o julgamento. “Com esse quórum que temos já julgamos questões pontuais e polêmicas, como ocorreu com relação à Marcha da Maconha, à união estável homoafetiva e ao exame da Ordem [OAB]”, disse. Perguntado se os ministros já estão com o entendimento formado e se há risco de pedido de vista, Fux declarou que não tem como prever como a Corte irá atuar.

(Agência Brasil)

Familiares de ambientalistas enviam documento ao ministério da Justiça cobrando promessas.

                                                                  
                                                                  
Exmo. Sr.
José Eduardo Cardoso
Ministro da Justiça.
BRASÍLIA – DF.


Senhor Ministro,
Passados quase 6 meses do assassinato de JOSÉ CLÁUDIO e MARIA DO ESPÍRITO SANTO, nos dirigimos à Vossa Excelência para informar sobre a situação das famílias assentadas no referido assentamento e dos familiares do casal assassinado, considerando, as medidas prometidas por este Ministério nas audiências realizadas com o Senhor Ministro e documentos enviados pelos familiares posterior às audiências.
As revindicações apresentadas ao Senhor Ministro foram sobre os crimes ambientais no interior do PA; a segurança referente à integridade física dos familiares e dos demais integrantes da comunidade e o reordenamento fundiário do Assentamento Praia Alta Piranheira. Para enfrentar esses problemas solicitamos à época:
1 – presença de uma equipe de policiais da Força Nacional no interior do PA (não foi implementado);
          2 – a retomada dos lotes concentrados ilegalmente no PA (não foi feito pelo INCRA);
3 – fiscalização do IBAMA (não voltaram mais no Assentamento);
4 – investigação das ameaças aos familiares do casal (nenhum resultado foi apresentado);
5 – completa investigação sobre a morte do casal (outros fazendeiros citados como mandantes do crime não foram devidamente investigados).

Como as medidas prometidas não foram implementadas, consequentemente, a situação tem se agravado no interior do Assentamento, como:
1 – Produção ilegal de carvão: aproximadamente 100 fornos de carvão voltaram a funcionar dentro do Assentamento;
2 – Desmatamento: várias áreas desmatadas além do tamanho permitido para a agricultura familiar;
3 – Extração ilegal de madeira: foi retomada a retirada ilegal de castanheiras e outras espécies;
4 – apropriação ilegal de lotes: a família de Zé Rodrigues (um dos mandantes da morte do casal) se apropriou dos três lotes na área da floresta, onde se encontravam os trabalhadores Tadeu, Zequinha e Marabá.
5 – Caça predatória: pessoas não conhecidas intensificaram a caça predatória no lote do casal de ambientalistas assassinados;
6 – Intimidações: o memorial colocado no local onde o casal foi assassinado foi parcialmente destruído.

 Desde o assassinato do casal, a irmã da vítima Maria do Espírito Santo, a senhora Laisa Santos Sampaio, não teve mais condições de retonar ao lote, pois sente-se ameaçada e coagida. Na madrugada do dia 18/08/2011, desferiram tiros alvejando o cachorro da mesma, pois o animal realizava a vigilância da casa e, frequentemente, tem recebido “recados” por pessoas da localidade, para que a mesma cale a boca ou então sua vida terminará como a de sua irmã. Tais fatos também tem ocorrido com a Sra. Claudelice Silva dos Santos (irmã de Zé Claudio), razão pela qual, também se encontra fora do assentamento.

Colocamos-nos à disposição para outras informações e esperamos resposta de Vossa parte.

  Marabá, 07 de novembro de 2011.


                                                  Laísa dos Santos Sampaio e
Claudelice Silva dos Santos.
(em nome dos familiares).                     



Marabá ganha serviço de Disque Denúncia

Devido ao forte crescimento econômico, Marabá vem apresentando altos índices de violência. A cidade foi considerada a 11ª com maiores taxas de homicídio do Brasil, e a 2ª entre as cidades onde os jovens estão mais expostos à criminalidade, segundo o Ministério da Justiça e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O município ainda apresenta altos índices de violência no campo, tendo como principais fatores: o desmatamento ilegal e a pressão do agronegócio. Além desses fatores, a cidade ainda é uma das campeãs de incidência de trabalho escravo, que somado aos indicadores de homicídios no campo coloca a cidade entre as líderes do ranking de violência no meio rural.
Com todos esses problemas de violência, lideranças Estaduais e Municipais, Associação Comercial, Instituições não-governamentais, iniciativa privada em parceria com o Instituto Brasileiro de Combate ao Crime, lançam a partir do próximo dia 08 de novembro, um importante mecanismo tecnológico na cidade. A cidade agora ganha uma arma contra a criminalidade – o Disque-Denúncia, que irá atender a demanda da população Marabaense, através do telefone (94) 3212-3350.
Criado no Rio de Janeiro há 16 anos, o serviço tem sido ampliado e, atualmente, funciona nos estados de Pernambuco, Bahia, Espírito Santo, São Paulo, Maranhão e Pará. O Disque-Denúncia é um programa de cooperação social, que mobiliza a população para colaborar com as autoridades de segurança no combate à violência e na fiscalização de irregularidades. Trata-se de uma central de atendimento comunitária, preparada para receber informações anônimas 24 horas por dia, sete dias por semana, ininterruptamente. Como nas cidades onde a ferramenta já é utilizada, o serviço garante o anonimato e o sigilo absoluto da identidade do denunciante. Além disso, as ligações não são rastreadas nem identificadas. Poderá ser feita todo tipo de denúncia, inclusive sobre violência doméstica, desrespeito à lei do silêncio, vandalismo, crime ambiental, entre outros.
Assessoria de Comunicação

Garimpeiros podem sofrer o maior golpe desde a abertura do Garimpo de Serra Pelada

“O garimpo de Serra Pelada, descoberto no inicio dos anos 80, responsável por elevar a economia nacional na época em que Brasil sofria com a mais alta inflação, chegando a produzir mais de 40 toneladas de ouro.
Hoje os mesmos garimpeiros que ajudaram o Brasil a tirar o pé da lama, estão contribuindo (só que desta vez sem saber ) e servindo de massa de manobra para uma quadrilha que dirige a maior cooperativa de mineração do Brasil, a antiga detentora da área de Serra Pelada (COOMIGASP), pois parte do plano de usurpar os direitos dos garimpeiros na mina, já foi posto em pratica, que foi a transferência dos direitos minerários para SPCDM, uma empresa com o propósito especifico de explorar a mina e gerenciar todo o projeto, onde só quem é sócio é o presidente da Cooperativa, um advogado da própria cooperativa e o restante da diretoria é composto por diretores da Colossus e investidores internacionais.
Paralelo a implantação de um projeto bilionário que em tese deveria beneficiar os mais de 30 mil garimpeiros sócios da Coomigasp, uma quadrilha vem agindo às claras sem ao menos se deixar intimidar pela Lei. Munida de interesses escusos, manipulando e burlando todos os obstáculos, a diretoria da Coomigasp é acusada está fazendo um desvio milionário.
Em conformidade com a prestação de contas da Cooperativa realizada em março deste ano, porém relativa ao exercício de 2010, a cooperativa declarou ter entrado em seu caixa, algo em torno de R$ 19,5 milhões sendo que deste total, a Colossus sua parceira, havia lhe repassado R$ 17 milhões, e os outros R$ 2,5 milhões, seriam correspondente a contribuição de associados. Daí então, nada de errado, levando em consideração que os 17 milhões repassados pela parceira, já era previsto contratualmente, o que se torna objeto de investigação pelo ministério publico federal, é o mau uso deste recurso, onde apontam irregularidades na saída, ou seja: como pode uma cooperativa isenta de impostos fiscais, com o quadro de aproximadamente 50 funcionários, e o que é pior, isenta de qualquer investimento no projeto, não ter saldo em caixa com esta receita?
Consultado um escritório de contabilidade, e avaliando as despesas administrativas, gastos operacionais que são as despesas que a cooperativa possui, o mesmo apontou que seriam necessário apenas 2,5 milhões de reais anualmente.
Segundo denuncias, há informações de que Gessé Simão estaria inchando o quadro de funcionários fantasmas na tentativa de lavar parte deste recurso. Outra suspeita é de que o mesmo estaria subornando órgãos de imprensa locais e de todo o estado do maranhão, fazendo com que os mesmos abafassem qualquer escândalo utilizando o nome dele, ou seja o famoso “Cala Boca”.No entanto, desconfia-se de que isso é apenas a ponta do iceberg, pessoas ligadas a Gessé afirmam que ele ostenta um padrão de vida incompatível com seu orçamento.
O atual presidente da Cooperativa faz questão de falar em publico que gasta dinheiro a revelia, com hotéis 5 estrelas, viagens aéreas para o litoral nordestino fazendo pouco com a cara dos garimpeiros sofridos.
Estima-se que serão investidos quase 300 milhões até a totalidade da implantação do projeto, e a grande problemática está aí, todo este recurso repassado à Coomigasp por parte da Colossus é considerado investimento e isso, no fim das contas, será descontado no percentual do garimpeiro, pois os garimpeiros só terão participação no lucro liquido quando a mina estiver produzindo, ou seja: depois que a mina estiver produzindo, será retirado do lucro bruto, gastos com despesas operacionais restando aos garimpeiros apenas 25% do liquido.
Diante dos fatos acima expostos, há uma remota possibilidade do garimpeiro sair lucrando nesta saga que já dura 3 décadas. Resta agora torcermos para que o ministério publico interceda a favor dessa classe sofrida punindo esses oportunistas”.
Por: Roberto Bonatti – Garimpeiro de Serra Pelada

Maurino cassado de novo em Marabá

Às 12h50 de ontem, a juíza da 100ª Zona Eleitoral de Marabá, Cláudia Regina Moreira Favacho Moura, publicou a decisão que cassou, mais uma vez, o cargo do prefeito Maurino Magalhães de Lima (PR), por crime de Caixa 2, cometido na campanha eleitoral de 2008. A juíza mandou intimar o vice-prefeito de Marabá, Nagilson Rodrigues Amoury, para que recorra da decisão, e também o PPS, partido que ingressou com a ação que agora culminou na cassação de Maurino.
A Câmara Municipal de Marabá foi notificada, na tarde de ontem, para que o presidente da Casa, o vereador Nagib Mutran Neto (PMDB), assumisse a prefeitura de forma imediata, pelo prazo de cinco dias. Como o vereador está em Belém, a vice-presidente da CMM, Irismar Sampaio, foi empossada prefeita de Marabá, no final da tarde de ontem. hoje ao  desembarcar em marabá no aeroporto local Nagib Mutran   disse que vai priorizar  um  trabalho de emergencia  nos locais que foram alagados pela ultima chuva que provocou estragos e alagamentos em marabá,e afirmou que vai pagar os servidores que estão com os pagamento em atraso,uma vez que as contas da prefefeitura foram desbloqueadas pela justiça ,Nagib participa hoje  da sessão especial que convocou para disticutir sobre a contrução da alpa, ja na condiçaõ de prefeito, na camara municipal, na oportunidade deve colocar em pauta o porto de marabá e hidrovia araguaia tocantin .a juiza Cláudia Moura também mandou notificar o segundo colocado na eleição passada, deputado João Salame (PPS), para que, no prazo de cinco dias, assuma o Poder Executivo Municipal. Mas o deputado encontrava-se em Itaituba, de onde só retornaria nesta terça-feira para Marabá.
Com relação ao prefeito cassado, Maurino Magalhães, a magistrada disse que não precisa ser notificado, pois já havia recorrido da decisão, ainda na sexta-feira (4), de modo que sua ciência da decisão é “inequívoca”. O advogado Fábio Sabino, que defende os interesses do prefeito Maurino Magalhães, disse à imprensa que está aguardando o resultado do recurso impetrado ainda na sexta-feira. Ao final da tarde de ontem, por telefone, a reportagem entrou novamente em contato com o advogado do prefeito, que informou ainda não ter retorno quanto ao recurso.
ENTENDA
Maurino foi cassado novamente porque o juiz José Rubens Barreiros de Leão, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PA), extinguiu a liminar que mantinha o prefeito no cargo desde o dia 4 de outubro, por entender que a liminar perdeu seu objeto, uma vez que foi publicada três dias depois que a cassação do prefeito já havia sido promulgada. Esta foi a terceira cassação de Maurino somente neste ano de 2011. O primeiro afastamento aconteceu em 25 de janeiro e o segundo no dia 4 do mês passado.
O termo Caixa 2 se refere a recursos financeiros não contabilizados e não declarados à Justiça Eleitoral. (Diário do Pará)

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

vereadora irismar tem seu momento como prefeita de marabá e agliza pagamento de servidores

como ja foi anunciado o tribunal   regional eleitoral   derrubou  a liminar   que mantinha o prefeito Maurino  Magalhães no cargo,e manteve a decisão da juiza Claudia favacho Moura,que cassou o prefeito e vice Nagilson  Amoury do cargo por crime  de caixa 2 na campana eleitoral de 2008.no final da tarde desta segunda feira  a vereadora Irismar Sampaio foi notificda pela justiça eleitoral para assumir a prefeitura de marabá,ao asumir ,a vice presidente do legislativo,tomou como primeira medida ,numa reunião com secretario de finanças   o pagamento do servidores municipias que estava em atraso,em diversas secretarias,um vez que obteve informações de que as contas da prefeitura foram desbloqueadas, Irismar fica no cargo  ate a manha desta terça feira,quando passa o cargo ao presidente da câmara Nagib Mutran Neto,que  vai presidir uma sessaõ especial  nesta  terça feira as 9 horas onde serão debatidos asuntos sobre a contrução da alpa aços laminados do pará,projeto aline, e em pauta  a hidrovia araguaia tocantins,e porto de marabá.ja confirmaram presença  deputados   estaduais e federaisJosé Carlo Soares da alpa,David Araujo Leal secretario estadual da indutria e comercio do pará,Francisco Ian Vasconvelos presidente da sinobras e diretor do projeto aline,Italo Ipojucan,presidente da ACIM.

PARÁ: Marabá passa de tigre da amazônia a figurar na lista como uma das piores do norte em reportagem da revista Veja

Pouco mais de um ano depois de figurar na revista Veja como “Tigre da Amazônia”, devido ao seu potencial econômico, Marabá volta às páginas do periódico, só que desta vez na lista das piores na reportagem “O grande salto do Brasil urbano”. A cidade está entre as cinco piores em internet, tratamento de lixo, saneamento e mortalidade infantil, além de ser a pior em criminalidade. A edição 2241 da revista circulou no dia 2 de novembro e foi dedicada a avaliar as campeãs de riqueza e bem-estar.
Esta semana, enquanto várias cidades do Brasil comemoravam terem sido listadas entre as melhores nos mesmos critérios de avaliação, Marabá amargava estar na listagem dos piores, acompanhada de mais duas cidades paraenses: Santarém e Ananindeua. A revista diz ter avaliado 106 municípios com mais de 200 mil habitantes, todos do interior de seus estados e que, juntos, abrigam 20% da população brasileira.
A reportagem confirma algumas mazelas que o marabaense já sofre na pele e percebe a grosso modo no tipo de vida urbana que leva, sem melhorias aparentes no cenário urbano, pela falta de políticas de infraestrutura de médio e longo prazo. Só agora, no entanto, temos a dimensão de como estamos quando comparados a outros municípios com o mesmo perfil e número de habitantes.
Internet
Quanto a internet, a revista avaliou o acesso e disponibilidade de banda larga (navegação em alta velocidade) nos municípios sendo as campeãs Santos e Americana, ambas em São Paulo, com 28,9 e 22,7, respectivamente, pontos de banda larga por cada grupo de 100 habitantes.
Marabá está na lista como a terceira pior, com 0,7, atrás apenas de outros dois municípios paraenses, Ananindeua e Santarém. Veja conta, por exemplo, que Ananindeua até o ano passado sequer era atendida por cabo de fibra óptica. Marabá é atendida nesse quesito, no programa governamental Navega Pará e por antenas de rádio de provedores, mesmo assim tem nota sofrível no contexto dos 106 municípios de porte médio.
Saneamento
O periódico rememora que o Brasil foi o terceiro país a iniciar construção de redes de esgoto, em 1857, mas que o pioneirismo não lhe garantiu excelência ao longo da história. Até hoje apenas 55% dos domicílios do país contam com atendimento. Dos municípios com mais de 200 mil habitantes, apenas 10 estão na elite, com mais de 98% de cobertura. No topo da lista: Americana, sendo que as outras cinco melhores também são de São Paulo.
Nesse quesito, Marabá é o segundo pior, com apenas 34,4% dos domicílios atendidos, atrás apenas de Arapiraca (AL), com 19,4%. Santarém também figura entre as cinco piores, com apenas 40,7% da população atendida.
Lixo
Quanto ao lixo, o município modelo é Santo André (SP), na região metropolitana de São Paulo, onde 100% dos domicílios são atendidos com coleta de lixo seletiva. O aterro sanitário do município é considerado um modelo de eficiência, enquanto o de Marabá segue questionado pelo Ministério Público.
Dois paraenses estão liderando a listagem dos piores: Santarém, com apenas 75% da população atendida e Marabá, com 78,5%. No primeiro foi dado como exemplo negativo o lixão ao ar livre na cidade do oeste do Pará.
Mortalidade Infantil
Na edição 2282, o CORREIO DO TOCANTINS publicou sobre morte do bebê Pedro Eduardo, três dias depois de nascer no HMI (Hospital Materno Infantil), em 22 de outubro. O caso teve grande repercussão em Marabá. Na época, o hospital alegou que a criança nasceu com cardiopatia congênita e que a mesma não foi internada na UCI-Neonatal, porque os sete únicos leitos existentes estavam ocupados.
Este é um dos casos que se repetem no município, segundo a Veja. Marabá é o terceiro pior município no ranking da mortalidade infantil (0 a 5 anos), que leva em conta crianças mortas entre 0 e 5 anos. A taxa considerada aceitável pela OMS (Organização Mundial de Saúde) é de 10 mortes a cada 1000 nascidos vivos. O município figura no levantamento da Veja com o número de 21 mortes por 1000 nascidos.
Criminalidade
Não é de hoje que Marabá é citada em reportagens nacionais como uma das líderes do ranking de criminalidade. Em 2009 uma divulgação do governo federal sobre os lugares em que os jovens estão em maior situação de risco, a cidade estava lá. Desta vez a Veja diz estar levando em conta a taxa de homicídios por 100 mil habitantes e Marabá está no topo da lista com 125, acima de Itabuna (BA), Arapiraca (AL), Serra (ES) e Cariacica (ES). Pelo mesmo critério, outra paraense, Santarém, figura como a menor taxa: 3,8.
Segundo o repórter Marcelo Sperandio, Marabá apresenta taxa de homicídios 7 vezes maior que o México, país conflagrado pelo tráfico de drogas. O repórter também narra que a cidade chega a ser apelidada de “Marabala” e que boa parte das mortes se dá pelo conflito no campo. “Na última década, com a urbanização, o faroeste deu lugar à degradação causada pelo tráfico de drogas. Policiais afirmam que 80% das execuções na cidade estão associadas a esse tipo de crime”, diz trecho da reportagem.
A revista ouviu, ainda, o sociólogo Júlio Jacobo, diretor do Mapa da Violência o qual afirmou que a falta de estrutura é culpada pela situação: “Se a estrutura policial fosse qualificada, os bandidos não teriam a certeza da impunidade, como têm hoje”. Veja ainda coloca que a cidade seria o exemplo da escalada do banditismo no Norte e no Nordeste do País.
Contraponto
A reportagem quis ouvir a Prefeitura de Marabá, responsável pelas políticas de infraestrutura alvo de críticas da revista – limpeza pública, saneamento e saúde. Na Secretaria de Comunicação a reportagem foi orientada a enviar as perguntas por e-mail e isso foi feito, mas as respostas não chegaram até o fechamento desta edição.
O médico Paulo Geraldo, atual secretário de Saúde e que também foi diretor do Hospital Materno Infantil até bem pouco tempo, também foi procurado, mas não foi encontra
Pouco mais de um ano depois de figurar na revista Veja como “Tigre da Amazônia”, devido ao seu potencial econômico, Marabá volta às páginas do periódico, só que desta vez na lista das piores na reportagem “O grande salto do Brasil urbano”. A cidade está entre as cinco piores em internet, tratamento de lixo, saneamento e mortalidade infantil, além de ser a pior em criminalidade. A edição 2241 da revista circulou no dia 2 de novembro e foi dedicada a avaliar as campeãs de riqueza e bem-estar.
Esta semana, enquanto várias cidades do Brasil comemoravam terem sido listadas entre as melhores nos mesmos critérios de avaliação, Marabá amargava estar na listagem dos piores, acompanhada de mais duas cidades paraenses: Santarém e Ananindeua. A revista diz ter avaliado 106 municípios com mais de 200 mil habitantes, todos do interior de seus estados e que, juntos, abrigam 20% da população brasileira.
A reportagem confirma algumas mazelas que o marabaense já sofre na pele e percebe a grosso modo no tipo de vida urbana que leva, sem melhorias aparentes no cenário urbano, pela falta de políticas de infraestrutura de médio e longo prazo. Só agora, no entanto, temos a dimensão de como estamos quando comparados a outros municípios com o mesmo perfil e número de habitantes.
Internet
Quanto a internet, a revista avaliou o acesso e disponibilidade de banda larga (navegação em alta velocidade) nos municípios sendo as campeãs Santos e Americana, ambas em São Paulo, com 28,9 e 22,7, respectivamente, pontos de banda larga por cada grupo de 100 habitantes.
Marabá está na lista como a terceira pior, com 0,7, atrás apenas de outros dois municípios paraenses, Ananindeua e Santarém. Veja conta, por exemplo, que Ananindeua até o ano passado sequer era atendida por cabo de fibra óptica. Marabá é atendida nesse quesito, no programa governamental Navega Pará e por antenas de rádio de provedores, mesmo assim tem nota sofrível no contexto dos 106 municípios de porte médio.
Saneamento
O periódico rememora que o Brasil foi o terceiro país a iniciar construção de redes de esgoto, em 1857, mas que o pioneirismo não lhe garantiu excelência ao longo da história. Até hoje apenas 55% dos domicílios do país contam com atendimento. Dos municípios com mais de 200 mil habitantes, apenas 10 estão na elite, com mais de 98% de cobertura. No topo da lista: Americana, sendo que as outras cinco melhores também são de São Paulo.
Nesse quesito, Marabá é o segundo pior, com apenas 34,4% dos domicílios atendidos, atrás apenas de Arapiraca (AL), com 19,4%. Santarém também figura entre as cinco piores, com apenas 40,7% da população atendida.
Lixo
Quanto ao lixo, o município modelo é Santo André (SP), na região metropolitana de São Paulo, onde 100% dos domicílios são atendidos com coleta de lixo seletiva. O aterro sanitário do município é considerado um modelo de eficiência, enquanto o de Marabá segue questionado pelo Ministério Público.
Dois paraenses estão liderando a listagem dos piores: Santarém, com apenas 75% da população atendida e Marabá, com 78,5%. No primeiro foi dado como exemplo negativo o lixão ao ar livre na cidade do oeste do Pará.
Mortalidade Infantil
Na edição 2282, o CORREIO DO TOCANTINS publicou sobre morte do bebê Pedro Eduardo, três dias depois de nascer no HMI (Hospital Materno Infantil), em 22 de outubro. O caso teve grande repercussão em Marabá. Na época, o hospital alegou que a criança nasceu com cardiopatia congênita e que a mesma não foi internada na UCI-Neonatal, porque os sete únicos leitos existentes estavam ocupados.
Este é um dos casos que se repetem no município, segundo a Veja. Marabá é o terceiro pior município no ranking da mortalidade infantil (0 a 5 anos), que leva em conta crianças mortas entre 0 e 5 anos. A taxa considerada aceitável pela OMS (Organização Mundial de Saúde) é de 10 mortes a cada 1000 nascidos vivos. O município figura no levantamento da Veja com o número de 21 mortes por 1000 nascidos.
Criminalidade
Não é de hoje que Marabá é citada em reportagens nacionais como uma das líderes do ranking de criminalidade. Em 2009 uma divulgação do governo federal sobre os lugares em que os jovens estão em maior situação de risco, a cidade estava lá. Desta vez a Veja diz estar levando em conta a taxa de homicídios por 100 mil habitantes e Marabá está no topo da lista com 125, acima de Itabuna (BA), Arapiraca (AL), Serra (ES) e Cariacica (ES). Pelo mesmo critério, outra paraense, Santarém, figura como a menor taxa: 3,8.
Segundo o repórter Marcelo Sperandio, Marabá apresenta taxa de homicídios 7 vezes maior que o México, país conflagrado pelo tráfico de drogas. O repórter também narra que a cidade chega a ser apelidada de “Marabala” e que boa parte das mortes se dá pelo conflito no campo. “Na última década, com a urbanização, o faroeste deu lugar à degradação causada pelo tráfico de drogas. Policiais afirmam que 80% das execuções na cidade estão associadas a esse tipo de crime”, diz trecho da reportagem.
A revista ouviu, ainda, o sociólogo Júlio Jacobo, diretor do Mapa da Violência o qual afirmou que a falta de estrutura é culpada pela situação: “Se a estrutura policial fosse qualificada, os bandidos não teriam a certeza da impunidade, como têm hoje”. Veja ainda coloca que a cidade seria o exemplo da escalada do banditismo no Norte e no Nordeste do País.
Contraponto
A reportagem quis ouvir a Prefeitura de Marabá, responsável pelas políticas de infraestrutura alvo de críticas da revista – limpeza pública, saneamento e saúde. Na Secretaria de Comunicação a reportagem foi orientada a enviar as perguntas por e-mail e isso foi feito, mas as respostas não chegaram até o fechamento desta edição.
O médico Paulo Geraldo, atual secretário de Saúde e que também foi diretor do Hospital Materno Infantil até bem pouco tempo, também foi procurado, mas não foi encontrado no seu gabinete. Também não atendeu o celular ontem à tarde.
Já quanto à segurança pública, a reportagem ouviu o superintendente de Polícia Civil do Sudeste do Pará, delegado Alberto Teixeira. Na opinião dele, a revista usou dados desatualizados e que não condizem com a realidade da segurança em Marabá nos dias de hoje. “Não vou dizer que tudo esteja maravilhoso, mas estamos trabalhando. Quando cheguei aqui encontrei uma situação complicada e conseguimos reverter, com o mesmo número de policiais e a mesma estrutura”, garante o delegado.
Questionado sobre a opinião do sociólogo ouvido pela Veja de que a estrutura policia não é qualificada e que os bandidos prosperam na impunidade, Alberto Teixeira afirma que essa avaliação só mostra o desconhecimento completo da realidade regional. Para o delegado, a revista não teve interesse em retratar a verdadeira realidade, “pois isso não vende revista”. (Correio Tocantinsdo no seu gabinete. Também não atendeu o celular ontem à tarde.
Já quanto à segurança pública, a reportagem ouviu o superintendente de Polícia Civil do Sudeste do Pará, delegado Alberto Teixeira. Na opinião dele, a revista usou dados desatualizados e que não condizem com a realidade da segurança em Marabá nos dias de hoje. “Não vou dizer que tudo esteja maravilhoso, mas estamos trabalhando. Quando cheguei aqui encontrei uma situação complicada e conseguimos reverter, com o mesmo número de policiais e a mesma estrutura”, garante o delegado.
Questionado sobre a opinião do sociólogo ouvido pela Veja de que a estrutura policia não é qualificada e que os bandidos prosperam na impunidade, Alberto Teixeira afirma que essa avaliação só mostra o desconhecimento completo da realidade regional. Para o delegado, a revista não teve interesse em retratar a verdadeira realidade, “pois isso não vende revista”. (Correio Tocantins,
07
nov
Categoria: Sem categoria / segunda-feira, novembro 7, 2011, 10:59

Considerado o maior evento científico do sul e sudeste do Pará, o 3º Simpósio de Medicina da Unimed Sul do Pará (Simusp) teve sua importância ainda mais consolidada, reunindo profissionais da saúde de toda região, que tiveram no Simusp a oportunidade de usufruir de três momentos: palestras de alto nível, exposição de empresas ligadas a saúde e confraternização de classe. Este ano o simpósio aconteceu em O Casarão Evento (foto), nos dias 4 e 5 deste mês, tendo como tema “Saúde e Qualidade de Vida ao Nosso Alcance”.
As palestras foram direcionadas para as áreas de Enfermagem, Pediatria, Ginecologia e Obstetrícia, Clínica Médica e Clínica Cirúrgica, mas a ministrada por José Rubens D’Elia (consultor do programa Bem Estar da Rede Globo) foi o momento áureo do simpósio, abordando o tema “Qualidade de Vida e Bem Estar Pessoal e Profissional”.
D’Elia ressaltou que as pessoas têm se dedicado plenamente à profissão e não deixam espaço para a vida pessoal e a atividade física, que, segundo ele, melhoraria todos os âmbitos da vida do ser humano, inclusive o profissional, caso fosse praticada de forma consciente. “O trabalho é prioridade, fazendo com que as pessoas não cuidem de si. Tem que ter um tempo para si, reservar um horário para o exercício físico e isso será refletido positivamente até no trabalho”, explica.
O médico Tarcízio Rodrigues Franzosi, diretor financeiro da Unimed Sul do Pará e curador científico do Simusp, destaca que o evento é onde os profissionais da saúde podem ter contato com o que há de mais novo em termos de conhecimentos médicos por meio das palestras, classificadas como inovadores e de qualidade pelos participantes do simpósio. “Realizamos o Simusp a cada dois anos justamente para garantir o alto nível das discussões e nesse rumo um dia conseguiremos saltar de simpósio para congresso, entrando na rede de eventos científicos do Estado e quem sabe do País”, conjectura Tarcízio Franzosi, completando ainda a dificuldade para realizar o Simusp, já que Marabá está fora do eixo das grandes capitais. “Numa capital seria bem mais fácil fazer um evento desse porte tanto para captar palestrantes quanto para reunir o público necessário. Isso tudo contribui para que o Simusp seja bienal”.
Além dos organizadores do Simusp, os participantes também garantem a qualidade da terceira edição do Simusp, como declara Katia Sirene Feitoza, técnica de enfermagem. “É a primeira vez que participo do evento, mas sabendo que era organizado pela Unimed já esperava um evento de qualidade e isso foi confirmado, pois as palestras acrescentaram muito e certamente enriqueceram bastante meu currículo.
O ginecologista Walter José da Silva enfatiza que além do aprendizado, aproveitou o evento para se reunir com os colegas. “Na rotina do dia a dia não conseguimos nos encontrar e aqui conseguirmos confraternizar e ao mesmo tempo atualizar nossos conhecimentos, cada um na sua área”.
Médico e expositor, Rodolfo Amoury Junior (proprietário da Di Saúde e Oncoradium) fala que o formato do Simusp segue o que é feito em eventos do ramo em grandes centros, aliando palestras com exposição de marcas relacionadas à saúde. “É uma oportunidade de mostrar nossas marcas, nossas tecnologias para quem busca melhor qualidade de saúde. Como não existe evento como o Simusp na região, é o único desse porte, aproveitamos para nos aproximar de outros profissionais dos municípios vizinhos”, avalia Rodolfo.

Dr. Jorge Bichara discursa na abertura do III Simusp

Fonte: Divulgação do Simusp
Fotos: Evangelista Rocha

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